vídeo-aula 28: Depressão na infância e adolescência

A depressão é um problema muito comum no mundo atual, mesmo em crianças e adolescentes, podendo contribuir para alterações comportamentais como isolamento social, baixo rendimento escolar e baixa autoestima. Provavelmente, por estarem em desenvolvimento, tem dificuldade para compreender o que acontece internamente e lidar com os sintomas. Neste sentido, a escola, além de acolher estes alunos, deve estar atenta a fortalecer a autoestima e a autoconfiança destas crianças para prevenir e lidar com a depressão em sala de aula.





A depressão não acontece só em adultos, mas também em crianças e adolescentes.
Atualmente, as crianças são tão suscetíveis à depressão quanto os adultos.
O diagnósticos interfere na vida diária, nas relações sociais e acadêmicas.


Prevalência da depressão:
Crianças pré-escolares: 1%
Crianças em idade escolar: 2 a 4%
Adolescentes: 5 a 8%


Distribuição entre os sexos:
Na infância, é similar.
Na adolescência, o índice maior é em relação ao sexo feminino.


Definição (diferente de sintomas depressivos, que são passageiros):
Transtorno de humor ou afeto: sentimento de tristeza profunda, associado com sintomas fisiológicos e cognitivos na pessoa.

A pessoa fica realmente debilitada e tem prejuízos na vida prática.

Para ser depressão, é preciso que apresente um conjunto de sintomas que dure mais de um mês.
  • Humor deprimido (tristeza, desesperança);
  • Perda de interesse e prazer por atividades anteriormente satisfatórias;
  • Diminuição da energia: importante falta de ânimo que interfere na vida da pessoa.



Causas (vários fatores):
Biológicas;
Psicológicas e
Sócio-culturais.

Fatores de risco:
histórico familiar
sexo feminino
episódios anteriores de depressão
acontecimentos estressantes
dependência de drogas
violência doméstica
elevada exigência acadêmica

Sintomas (são vários e um está ligado a outro):



tristeza
falta de motivação
solidão
humor deprimido, instável ou irritável
mudanças súbitas de comportamento
mudança de apetite/ peso
dificuldade em divertir-se
queixas (tédio)
preferências por atividades solitárias
queixas físicas
pensamentos recorrentes de morte
ideias e planejamento de suicídio
preocupações
sentimentos de culpa

baixa auto-estima

choro excessivo
hipoatividade
fala em ritmo devagar, monótono (monossilábico)
queda de rendimento escolar
falta de concentração
perda de interesse pelas atividades
falta de motivação
pensamento lentificado
impulsividade e irritabilidade (brigas)
choro fácil
isolamento na sala de aula e no recreio
dificuldades nos processos cognitivos



Consequências da depressão:

Dificuldades sociais
Dificuldades acadêmicas

Tudo isso compromete o desenvolvimento e funcionamento social da criança e do adolescente podendo haver recorrência na vida adulta.






Tratamento:
Medicação
Psicoterapia
Suporte familiar
Psicoeducação: rede de apoio social (escola, família, amigos)

Aspectos importantes:
identificar os antecedentes do episódio depressivo
minimizar o impacto negativo dos sintomas
aumentar a eficácia dos esforços de soluções de problema
a pessoa precisa aprender habilidades para lidar com problemas futuros (aprender a lidar com problemas)
fortalecer as condições que garantam a busca por ajuda em todos os contextos (escola, família, comunidades)



Ou seja, a busca por um contexto inteiro favorável para o desenvolvimento integral da criança  a fim de alcançar melhora de sintomas e crescimento com qualidade de vida.


















vídeo-aula 27: Stress na infância e adolescência - Paula Fernandes

Atualmente, uma avalanche de informações entra em nossa vida diariamente: novidades, avanços tecnológicos e desenvolvimento do conhecimento humano, etc. Além de todo o lado positivo, a modernidade traz também mais pressão, cobranças e competitividade. Por esta razão, é fundamental que a escola saiba como lidar com crianças e adolescentes nesta situação, oferecendo estratégias mais adequadas de melhora, combinando afeto, entendimento e bom senso.

Considerações iniciais: atualmente temos muitos estímulos, bombardeio de informações.
Como orientar os alunos para que tirem o melhor de suas capacidade e sejam felizes?
Como ajudá-los a não se tornarem ansiosos e estressados?
Que papel a escola tem nessa área?
O mundo de hoje tem mais modernidade, mais cobrança e mais pressão e mais competividade que gera  menos colaboração, menos cooperação menos espírito de equipe.

Estresse e ansiedade são reações do organismo diante de situações difíceis ou excitantes e podem acontecer com qualquer pessoa.
Em períodos de estresse e ansiedade, o equilíbrio da pessoa é afetado e cada órgão passa a trabalhar em ritmo diferente dos demais: dependendo da duração dos sintomas e da interpretação dos estímulos há quebra do equilíbrio interior e enfraquecimento do organismo.

Ansiedade: características biológicas e psicológicas que antecedem momentos de perigo que podem ser reais ou imaginários e são marcadas por sensações corporais geralmente desagradáveis (vazio no estômago, taquicardia, sudorese, medo intenso, aperto no peito, rubor, calafrios, confusão, "nó" na garganta etc.).
Mas, a ansiedade nem sempre é ruim: é também considerada uma energia que pode ser utilizada positivamente (força motivadora).

Estresse infantil: toda criança da atualidade enfrenta várias situações de estresse. Os fatores podem ser internos ou externos.

Causas internas: características da personalidade (pensamentos e atitudes diante da situações da vida): ansiedade, depressão, desejo de agradar, medo do fracasso, preocupação com mudanças físicas, dúvidas quanto à sua capacidade, interpretações amedrontadores etc.

Causas externas: mudanças significativas: responsabilidades e aividades em excesso, brigas dos pais, perdas, disciplina confusa dos pais, nascimento d eirmão, doença e hospitalização, pais e professores estressados, doenças de parentes.








Quando não tratado pode desenvolver outros sintomas, distúrbios ou outras doenças.

Uma situação pode ser estressante para uma criança e para outra não. A resposta é individual.

Ação do professor:  conversar com os alunos; motivar e incentivar os alunos; conhecer e escutar os alunos; promover a autoconfiança; respeitar o ritmo individual; promover atividades em grupoe atividades calmas.

Objetivo: promover a saúde da criança para que ela consiga enfrentar as mudanças que ocorremem sua vida.

Importante: o professor é modelo.
Importante: estresse e ansiedade não se manifestam isoladamente.

vídeo-aula 24: Mídia e comportamento - Li Li Min / Lília de Souza

A criança e o adolescente aprendem comportamentos por imitação, através de exemplos, com boa vulnerabilidade à influências externas. A Prof. Lília de Souza Li mostra a importância da mídia que, pelos diversos canais, possui uma capacidade de influência ampla, devido às suas características de não segregação, de não ter necessidade de locomoção das pessoas. É importante ressaltar que, apesar de seus pontos positivos, existem também aspectos negativos da mídia, podendo influenciar comportamentos de risco (violência, sexualidade, erros alimentares, uso de substâncias psicoativas).


 Somos bobardeados por informações das diferentes mídias que acabam moldando nosso comportamento e valores, por vezes, de forma não apropriada.


Infância e adolescência
-Período de imaturidade e transformações físicas e psíquicas, com mudanças radicais e abruptas.
-Período dinâmico onde se estabelecem atitudes, conceitos e valores, formam condutas.
-Constitui o período de maior vulnerabilidade a influências externas.

Socialização é o processo do qual o ser humano interioriza valores, crenças, atitudes e normas de conduta que são próprios de seu grupo social ou sociedade, incoporando-os à sua personalidade.
Pelo seu acesso universal, sem deslocamento, por não segregar e pela sua eficiência, a mídia constiui um importante meio de socialização.

A mídia retrata modelos de conduta de uma determinada maneira, seleciona informações e conhecimentos, fornece estímulos.
Crença no efeito da terceira pessoa: assim como adultos, adolescentes acreditam que a mídia influencia a todos menos a si mesmo.



Crianças são influenciadas pela mídia: aprendem por observação, imitação e por suas próprias atitudes. Crianças menores de 8 anos não diferenciam entre fantasia e realidade.

Impacto negativo: atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, transtornos alimentares, problemas escolares, precocidade sexual, violência, uso de drogas.



Consequência da exposição prolongada à violência: problemas físicos e mentais (quais?), condutas agressivas, dessensibilização à violência, medo, depressão, pesadelos, distúrbios do sono.






Fatores associados a educação sexual via mídia: pais não discutem anticoncepção com seus filhos e escolas não fornecem educação sexual (geralmente a escola não discute a autoestima, a afetividade, interação e sentimentos envolvidos na sexualidade).

Internet: pornografia, pedofilia e cyberbullying dentro da própria casa (evitar computador dentro do próprio quarto).

A mídia é substitutivo de outras atividades. O mundo virtual torna-se mais importante.

Video-games: mídia com interação (aumento de aprendizado - ?), reduz atitudes pró-sociais e assistenciais e aumenta pensamentos agressivos e respostas violentas com retaliação e provocações (??).

Papel da mídia na ingestão de bebidas por adolescentes: considerável impacto.

Papel dos professores em educar sobre mídias: programas de ensino, renovar ideias para ensino.





Observação: Vídeo-aula que consiste em leitura de slides e apresentação de dados e informações descontextualizadas, sem fonte e sem reflexão.






vídeo-aula 23: Uso de substâncias psicoativas - Li Li Min / Renata Azevedo

Atualmente, o uso de drogas lícitas e ilícitas está aumentando em nossa sociedade, e infelizmente, em idades cada vez mais precoces. E muitas vezes, o início desta experiência tem seu início no ambiente escolar. A Dra. Renata Azevedo fala sobre este tema, enfatizando os motivos que levam a criança e o adolescente a entrarem neste mundo. Com isso, a escola pode promover estratégias de prevenção e discussão deste assunto para minimizar os riscos.

 Quando fala-se de drogas, geralmente lembra-se de drogas pesadas e não de outras substâncias que também têm efeito em nossa psiquê.
Conceito de drogas: tendência de associar o terma a drogas ilícitas.



A vídeo-aula falará de todas as substâncias que agem no sistema nervoso central e produzem alterações de sentimento, de sensações e que são percebidas como prazerosas e por isso tão procuradas (psicoativas): álcool, tabaco, medicamentos...
Essas drogas são muito diferentes em diversos aspectos:
1. algumas são lícitas (mesmo que com limitações) e outras ilícitas;
2. forma de ação no cérebro.

O padrão de uso do adolescente é anárquico (ainda não dependendte): mistura de substâncias em um único episódio de uso. Aumento do risco de um potencial dado de uma substância quando está associada outras (susbstâncias de mesma classe = efeitos potencializados / de classes diferentes = desorganização no funcionamento cerebral).

Informações de estudos da última década: o uso problemático e a dependência de drogas possuem componentes

ambientais,
sociais,
genéticos,
neurobiológicos.

Esses componentes, que dizem respeito ao tipo de prazer, dificuldade de controle quando há oferta e a dificuldade de dissociação, fazem com que cada vez mais compreendamos a dependência como um fenômeno de vários fatores que precisam ser contemplados em uma abordagem. Os fatores biológicos distanciam-se do moralismo.

A ampliação do uso de drogas exige uma reflexão. Por que será que nossa sociedade de consumo (lógica do prazer imediato) sedimenta essa cultura de que diversão é alteração?

As drogas têm sido experimentadas cada vez mais precoemente (média de experimentação tem caído no mundo todo- 11,5 anos idade média de experimentação de substâncias psicoativas atualmente no Brasil). O risco de que o uso seja mais danoso é maior em uma criança ou adolescente do que em um adulto.

As consequências individuais e coletivas do uso de drogas são muito importantes:

individuais - problemas de relacionamento, desempenho escolar, dificuldade de manutenção de atividades e da rotina, problemas familiares e ocupacionais, acidentes de trânsito, doenças relacionadas etc.
e coletivas.

Por que será que as pessoas continuam usando drogas apesar de todos os riscos?

idade - curiosidade (é importante que a curiosidade seja satisfeita por pessoas próximas e de confiança, que lhe forneçam informações sérias e seguras e verdadeiras sobre o uso de drogas, de forma tranquila, dentro do cotidiano, em uma conversa cotidiana. A cada oportunidade que o assunto surgir, falar a respeito para que o adolescente torne-se informado e seja capaz de decidir quando estiver diante de drogas)

Ter informações sobre drogas não é suficiente para impedir o uso, mas não ter imformações aumenta a possibilidade de uso.

É importante que haja coerência de pais, responsáveis e professores acom relação ao padrão de consumo e ao padrão de uso de drogas.

Crianças e adolescentes, que crescem em famílias em que se divertir é se alterar, introjetam essa lógica e a reproduzem e  têm menos percepção dos riscos associados.

O ideal é oferecer informações e modelos de qualidade para que o assunto possa ser discutido.

Quando tudo isso é feito e mesmo assim o uso acontece, é necessário que haja uma avalição de sua gravidade (uma experimentação, não é um evento de alta gravidade, mas é um alerta) se é um padrão que se repete, se já há prejuízo... se detectado no início, é bem provável que não passe de uma experiência de adolescente e não evolua para uma dependência.

Intervenções secundárias: evitar que o problema se instale e evolua para uma dependência. A detecção envolve, a frequência de uso e problemas associados (conversa direta e, se necessário, ajuda profissional).

Se a dependência estiver instalada: abordagem de psicoterapia  (cognitivo-comportamental - autoavaliação de uso) e medicação associada (abstinência e comorbidades).



vídeo-aula 20: Bullying - Paula Fernandes

Entre os vários desafios já existentes na escola, o bullying - termo sem tradução exata para o português - é mais um destes desafios. É uma situação que vem crescendo nos dias de hoje e é caracterizado por atos agressivos, verbais ou físicos. Esta aula mostra que o papel da escola começa com trabalhos de conscientização e de reconhecimento dos atores e vítimas do bullying para consequentemente criar uma cultura de paz e de respeito às diferenças individuais.


O Bullying é um fenômeno muito comum nos dias de hoje. Representa um comportamento agressivo entre estudantes: atos de agressão física, verbal ou moral que ocorrem repetidas vezes, sem motivação evidente e realizada por vários estudantes contra um (relação desigual de poder).

ver Vídeo-aula 28: Bullying - Kátia Pupo

Na escola, acontece tanto dentro da sala de aula como fora dela.

É um fenômeno comum no mundo todo.

50% das crianças em idade escolar já forma vítimas de bullying.
10% são vítimas regulares de bullying.



É mais comum entre meninos: é caracterizado por intimidações físicas, ameaças e atos mais violentos.
Entre meninas, é um pouco mais raro: é caracterizado por agressões verbais, atos de exclusão e difamação.

Os agressores: geralmente são estudantes de comportamento hostis que se consideram superiores e que acreditam na impunidade de seus atos dentro da escola (o que reforça o comportamentos desses estudantes).

Prováveis causas: muitas vezes eles vêm de famílias desestruturadas, pais agressivos, violentos e opressores (padrão recorrente). Geralmente, os agressores já foram alvos de bullying.

Podem haver algumas comorbidades: transtornos de conduta, TDAH (por exemplo).

Possíveis alvos: alunos tímidos, quietos, inseguros,  com poucas habilidades sociais, poucos amigos, sem capacidade para reagir aos atos de agressividade. Fisicamente, são mais frágeis, fracos e menores e/ou são alunos novos (vindos de outras escolas) e/ou de religiões ou raças diferentes dos agressores (minorias).

As testemunhas acabam sendo alvos indiretos: os que presenciam as agressões têm medo de se tornarem as próximas vítimas.
O ambiente escolar torna-se hostil: os alunos vivem com insegurança e medo.

Os alunos que são vítimas geralmente não procuram ajuda pois acreditam na impunidade de seus agressores e têm medo de que a situação piore.
As pessoas que presenciam, em muitos casos, minimizam o problema e não tomam atitudes.

Cyberbulling (na rede mundial de computadores): são expostos textos, imagens e vídeos das vítimas ou são criadas comunidades virtuais para difamar e ofender a vítima. Geralmente acompanha o bullying real.

Sofrimento gerado: social, emocional, prejuízo acadêmico (queda do rendimento escolar).

Principais conseqências: baixa autoestima, queda de rendimento escolar, resistência para ir às escola, troca frequente de escola, abandono dos estudos, episódios depressivos, pânico, fobia escolar etc.

Ferramentas de bullying: apelidar, ameaçar, agredir, hostilizar, ofender, humilhar, discriminar, excluir, isolar, intimidar, perseguir, assediar, furtar, quebrar objetos pessoais etc.

O que fazer:
identificar precocemente;
informação e conscientização;
casos mais graves: encaminhamento médico e/ou psicólogo;
programas anti-bullying: orientação a pais, alunos e professores e medidas de controle de comportamento;
tornar o ambiente agradável, seguro e acolhedor.

Professores:
estimular informaçãoe conhecimento;
debates;
comitês anti-bullying;
intolerância ao bullying;
estimular denúncias;
auxílio a todos envolvidos;
encaminhamento de casos mais graves.

vídeo-aula 19: Violência nas escolas - Li Li Min / Lila Freire R. de Souza

Fatores individuais e ambientais estão associados a comportamentos inadequados e transtornos de conduta. As primeiras manifestações de violência também ocorrem na escola, como enfatiza a professora Lília de Souza Li. O melhor entendimento destes fatores ajuda a identificar as crianças de risco e, consequentemente, propor intervenções mais adequadas e eficazes.

As cenas de violência não só são comuns nas escolas, mas estão cada vez mais complexas, influenciando inclusive no psiquê na escola.

Adolescência
- Momento crítico da vida do ser humano no qual ocorrem intensas mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais, e se decide padrões de comportamento.
- Período de grande vulnerabilidade e risco.
- Possíveis trajetórias estão intimamente relacionadas com as vivências e aprendizados ocorridos na infância.

Problemas psicológicos e comportamentais na adolescência
- Abuso de substâncias;
- Problemas de internalização: manifestado por meio de perturbações emocionais e cognitivas como depressão e ansiedade;
- Problemas de externalização: manifestado por meio de problemas comportamentais ou de atuação sendo o problema mais comum o comportamento delinquente.

Distúrbios de conduta
- É um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento anti-social repetitivo e persistente em crianças e adolescentes. Às vezes classificado como psico-social, às vezes como psicopatológico.
- Inclui desobediência, birras, brigas, destrutibilidade, mentira e roubo. É o problema mental mais comum na infância e adolescência: 7% dos meninos e 3% das meninas vão manifestar algum distúrbio.

Agressão física na infância
- Problema de saúde pública;
- Crianças agressivas são de grande risco de serem adolescentes e adultos violentos;
- Agressão física é um precursor de problemas mentais na vítima e também no agressor (abuso de álcool e drogas, acidentes, crimes violentos, tentativa de suicídio, relações abusivas e paternidade negligente e abusiva).

Fatores de risco para distúrbios de conduta e delinquência
- Fatores de risco individuais (características biológicas, comportamentais e cognitivas do indivíduo);
- Fatores de risco contextuais (familiares e sociais);
- Vários fators de risco de forma cumulativa resultam em sofrimento físico e emocional, levando a delinquência juvenil.

Fatores familiares e sociais que podem levar a delinquência
- Disciplina e limites no núcleo familiar;
- Familiares disfuncioanis;
- Doenças mentais nos pais;
- Estes fatores são afetados por fatores sociais:
pobreza
fracasso escolar
desemprego
pobres redes de apoio e de relacionamento
perdas de pessoas significativas da família por meios violentos e muitas vezes presenciados por eles.

Nível sócio-econômico não é determinante
- Deve-se diferenciar entre pais negligentes (violando deliberadamente o direito dos filhos aos cuidados) e não os que não podem atender suas necessidades por falta de condições sócio-econômicas.
- Pais de Nível sócio-econômico baixo e baixa escolaridade tendem a ser mais autoritários.

Quais fatores promovem a violência?
- Causas a londo prazo: práticas parentais inadequadas e exposição repetida a violência.
- Causas a curto prazo: consumo de álcool e drogas e a inserção em gangues.

Fatores de risco para comportamentos delinquentes
- morar em áreas pobres e densamente povoadas.
- vida familiar marcada pela pobreza e grande número de descendentes.
- negligência parental.
- padrões de cuidados e supervisão inadequados.
- sinais prematuros de comportamento anti-social na escola e em casa.
- agressividade.
- temperamento impulsivo.
- baixa inteligência.
- evasão escolar.

Há diferenças de vulnerabilidade entre os sexos?
- Meninos são mais propensos a se envolver com violência e delinquência.
- Meninas adolescentes são tão propensas quanto os meninos a bater em membros da família.

Violência predatória
- Condutas violentas intencionais para obter ganho ou resultante de conduta criminal ou anti-social.
- Associada a maior prevalência de uso de drogas no ambiente escolar, ser do sexo masculino, ser rebelde (?-não ficou claro o que significa ser "rebelde" nesse caso, já que rebeldia é uma característica típica da adolescência).

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Aqui, citamos alguns texto que tratam a questão da rebeldia na adolescência de forma mais ampla e menos baseada no senso comum (para ler os texto inteiros, basta clicar sobre cada fragmento):
"Porém a rebelião não é o crime; o crime ocorre quando a rebelião não tem um escape saudável. A rebelião, na verdade, pode ser a coisa mais saudável para o ser humano – uma energia pura que inspira a pessoa a não desistir facilmente, recusar-se a tolerar injustiça, não seguir uma idéia apenas porque alguém está pensando naquilo. O pior que podemos fazer com a energia psicológica ou espiritual de uma pessoa é refreá-la; na verdade, devemos fazer todo o possível para aproveitar esta energia, dirigi-la e canalizá-la."


"[...] a rebeldia adolescente é uma forma de elaborar os conflitos psíquicos dessa etapa do desenvolvimento; um auxílio na realização dos lutos da adolescência. "



"Segundo Wagner, Ribeiro e Arteche (1999) é no seio familiar que o indivíduo vai encontrar o equilíbrio entre o desejado e o possível. Quando o adolescente encontra na família um ambiente estável e acolhedor, este passa a se dedicar mais a ela e conseqüentemente, acaba por encontrar sua estabilidade emocional na família. Entretanto, eles afirmam que um ambiente familiar saudável não é aquele em que não haja brigas, mas sim aquele onde o núcleo familiar consegue encontrar a solução de seus problemas e amenizar os efeitos angustiantes destes. Para eles, um núcleo familiar saudável favorece a expressão tanto de sentimentos hostis como de afeto."


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Apenas uma pequena parcela desses meninos e meninas vão reincidir na violência. Quando reincidem, geralmente, persistem na marginalidade.

Fatores associados para violência na escola
- performance escolar ruim.
- atitudes anteriores erradas.
- sexo masculino.
- baixa autoestima.
- muitas mudanças de escola.
-população escolar com alto uso de drogas.


Reflexão final: como sua escola lida com a violência escolar?
Você acha que tem uma maneira alternativa, melhor para lidar com essa questão?

Na realidade, a vídeo-aula não apresentou maneiras para lidar com a violência escolar. A vídeo-aula apenas apresentou dados, afirmações e conceitos descontextualizados e sem nenhuma reflexão que nos ajudasse a realmente refletir sobre o assunto.


A vídeo-aula também não apresenta fontes de estudo e parece, muitas vezes, reproduzir o que é pregado pelo senso comum.

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Textos que tratam do assunto, apresentam dados fundamentados e propostas:


LIDANDO COM A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS:  O PAPEL DA UNESCO/BRASIL

PAZ, COMO SE FAZ? Semeando cultura de paz nas escolas



vídeo-aula 16: Sexualidade e prevenção de risco Li Li Min / Lília de Souza / Marici Braz

Apesar da evolução tecnológica, científica e de informação, os índices de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez estão aumentando na adolescência, como mostram as Professoras Lília de Souza Li e Marici Braz. O melhor acesso às medidas preventivas pode ajudar a reduzir esse índice. Para isso, a escola pode ajudar no debate sobre esse assunto, facilitando o acesso dos alunos sobre esta temática.

As professoras iniciam o vídeo com a discussão a respeito do oferecimento de preservativos (camisinhas) em escolas.

O uso de preservativos nessa faixa etária tem um significado afetivo: usa-se preservativo apenas nas 3 primeiras relações (quando a relação ainda não está estável).

As professoras falam de uma dinâmica, feita com professores, visando a prática do uso do preservativo e que, durante essa dinâmica, era falado a respeito de toda afetividade envolvida na relação sexual.

Nessa faixa etária costuma-se orientar o uso da dupla proteção: preservativo e pílula anticoncepcional.

O vídeo baseia-se muito na opinião pessoal das professoras e, por isso, apresenta um conteúdo superficial e com alguns equívocos:


  • a relação sexual oral e anal é associada à relação homossexual, como se uma relação heterossexual também não proporciona-se tal contato; 
  • a pílula do dia seguinte é apresentada como não sendo abortiva, mas há quem considere que após a fecundação qualquer intervenção representa sim um aborto. Nesse tipo de discussão é preciso considerar essa diferença de conceitos, já que adolescentes têm suas opiniões, muitas vezes baseadas e fortes conceitos religiosos. Isso precisa ser  considerado e respeitado;
  • é defendido também que a pílula do dia seguinte e a pílula anticoncepcional sejam distribuídas na escola para prevenir a gravidez e que seja discutido com o adolescente a forma correta de uso, mas as professoras não sugerem como seria feita essa discussão.



"É difiícil falar de sexualidade na adolescência sem falar de gravidez e DST."

"É importante discutir a responsabilidade compartilhada na relação sexual e na prevenção."

"È preciso enfatizar a responsabilidade do adolescente sobre tudo: sobre sua saúde, sobre sua sexualidade... e também os direitos mas também os deveres que eles também devem exercer para sua proteção e para proteção de todos."

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A vídeo-aula parece perder-se ao falar de gravidez e de DST ao mesmo tempo. No início dá-se um grande destaque ao uso da camisinha e, em seguida, fala-se de outros meios para previnir a gravidez, pois a camisinha não seria confiável.
Se bem usada, a camisinha é confiável. Isso precisa ficar claro para o adolescente para que ele valorize seu uso (mesmo após as três primeiras relações com o mesmo parceiro).
Além disso, a adolescente precisa ser informada que o uso de qualquer pílula deve ser feito com o acompanhamento médico.
Por fim, a vídeo-aula fala de afeto mas de uma forma muito superficial e esse assunto é fundamental em uma educação sexual, que não deveria falar apenas de sexo.
Muitas vezes, a forma equivocada como as pessoas (adolescentes e adultos) lidam com o sexo é fruto de uma inabilidade para lidar com seus próprios sentimentos e para lidar com todas as questões presentes em uma relação afetiva (as inseguranças, as ilusões e desilusões, o amor, o romantismo, a conquista, os sonhos, a confiança, a convivência, o respeito, a perda, o perdão, a aceitação etc. etc. etc.).












Adolescentes (assim como os adultos) querem e precisam falar sobre sentimentos.

vídeo-aula 15: Sexualidade na escola - Li Li Min / Marici Braz

A sexualidade existe desde o nascimento e passa por etapas.Na adolescência, as mudanças corporais levam a mudanças psicológicas, visando a busca de uma nova identidade para o corpo em transformação. Existem três fases do desenvolvimento da sexualidade no adolescente: uma fase inicial de autoerotismo, a segunda fase de comportamento narcísico com relações casuais e superficiais e a terceira fase com evolução de maior capacidade de envolvimento emocional e afetiva, como mostra a Prof. Marici Braz.

O assunto sexualidade geralmente é abordado dentro de muitos preconceitos, tabus e dentro de muito pudor o que cria grande dificuldade.


Segundo a professora, é importante abordar esse tema é prova disso seria a Taxa de gravidez na adolescência (10 a 19 anos):
21%  (dos casos de gravidez) Região Sudeste - ano de 2004
28,9%  (dos casos de gravidez) Região Nordeste - ano de 2004

E a proporção de abortos em relação ao total em todas as faixas: 19,4% (Brasil)

Para trabalhar a sexualidade em sala de aula, é preciso ter claro que sexualidade existe desde o nascimento. Doferentes zonas corporais proporcionam gratificações de prazer em diferentes etapas:


  • Primeiros anos de vida: fase oral;
  • 18 meses a 4 anos: fase anal;
  • 3 a 5 anos: fase genital infantil;
  • 6 anos até a puberdade: fase de latência;
  • A partir da adolescência: fase genital adulta.


A puberdade é um fenômeno biológico (ver vídeo-aula 7).

A adolescência é uma fase social: identidade individual e busca da autonomia. Perda do corpo infantil, dos pais da infância e do papel infantil. A questão presente nessa fase é: eu sou normal? A família deixa de ser o centro. O grupo de amigos passa a ser mais importante. O maior conflito é o desejo de independência e a real dependência material da família.

A professora estabelece a seguinte definição de práticas sexuais comuns na adolescência:

  • masturbação: elemento integrante da sexualidade - somente a incapacidade de masturbação e a compulsão são preocupantes (a professora cita apenas a masturbação individual);
  • o "ficar" / namorar (obs.: a professora não cita a prática atual de "sair e beijar muitos" - ir para guerra - que é diferente do ficar); 
  • ato sexual (obs.: não há aqui uma diferenciação entre os formatos do ato sexual: oral, vaginal, anal...);
  • relação sexual forçada (obs.: o item parece destoar dos anteriores, pois parece encaixar-se melhor em formas de violência do que em práticas sexuais).
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Obs.: A Professora inclui a homossexualidade - chamada por ela de homossexualismo - como uma prática sexual diferenciada. Mas entendemos que a homossexualidade está presente no ficar, namorar e no ato sexual, propriamente dito, assim como a hetrossexualidade. Aqui, não cabe essa diferenciação já que estamos falando de práticas sexuais e não de orientação sexual.

O professor, para se tornar um educador sexual, deve trabalhar interiormente as questões sexuais, livrando-se de preconceitos, superando os tabus e informando-se sempre, para ser um bom orientador e formador de valores. (ARCARI, Caroline )
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Segundo a professora, a forma como é encarada a virgindade é diferente entre meninos e meninas. A professora afirma que meninos têm relação sexual mais cedo que meninas e que a virgindade é valorizada em nossa sociedade. Mas a professora não faz apontamento em relação a que faixa social/ econômica está referindo-se.

A professora afirma que a diversidade sexual é um tema difícil de ser discutido e apresenta dados de 1998 de um estudo francês (?)... parece-nos inadequado utilizar dados tão ultrapassados e que não têm referência com a cultura brasileira.

Quanto à relação sexual forçada, a professora afirma que não limita-se ao ato sexual e é mais abrangente que a violência sexual.

A discussão sobre sexualidade na escola é fundamental para garantir ao adolescente a passagem para a vida adulta de forma segura e sadia e tendo garantido o desenvolvimento de sua afetividade.

E aqui, fazemos um adendo sobre a importância da discussão sobre sexualidade na escola:





  • Possibilitar o entendimento da Educação Sexual como processo contínuo, informativo e formativo, agregando conhecimento aos valores morais;




  • Favorecer o processo de aprendizagem das questões sexuais como parte do conhecimento geral, livre de temores, angústias ou sentimentos de culpa;




  • Possibilitar o desenvolvimento de papéis sexuais, baseado nos direitos humanos, relações de respeito e igualdade entre as pessoas, superando toda a discriminação de gênero.




  • Valorizar o processo afetivo das relações sociais e as implicações éticas e morais de toda informação referente à sexualidade;




  • Favorecer o conhecimento e respeito ao corpo como elemento da saúde integral;




  • Propiciar a comunicação com a família, enfatizando o dever da escola 



  •  (Fonte: http://www.edusex.com.br/artigos/artigo20.html)




    vídeo-aula 12: Retardo mental. Autismo - Paula

    Muitas crianças com deficiência mental e autismo são capazes de crescer, aprender e se desenvolver, desde que a família e a escola conheçam um pouco mais sobre estas condições. Crianças com atraso mental ou com autismo podem obter resultados escolares muito interessantes. Para isso, é importante avaliar a necessidade específica da criança e seu grau de comprometimento para direcionar estratégias mais efetivas.


    Retardo mental:

    • definição
    • RM leve, moderado e grave
    • o que fazer?


    Autismo:

    • definição
    • características
    • o que fazer?


    A importância do diagnóstico: o diagnóstico é importante para a família e para a escola.

    RM: definição
    -pessoas com habilidades intelectuais abaixo da média;
    -início do déicit antes dos 18 anos de idade;
    -consequências: problemas no funcionamento diário, na comunicação, na interação social, nas

    habilidades motoras (prejudicando o aprendizado), nos cuidados pessoais e na vida acadêmica;
    -prevalência: 1-2% da população.

    Tipos de RM:
    -Leve- atrasos na linguagem, mas consegue se comunicar, tem independência nos cuidados pessoais no geral, consegue estudar até um certo ponto, consegue ter vida independente, casar;
    -Moderado- tem dificuldade na compreensão e no uso da linguagem, complica a vida acadêmica, cuidados pessoais e habilidades motoras são comprometidos e a vida acadêmica é limitada (adapta-se melhor em turmas especiais).;
    -Grave- graus maiores de prejuízo intelectual, funcional e motor (probelmas auditivos, visuais..). Precisam de apoio e atenção toda a vida. Estudam em instituições que visam a integração do contexto social e não a alfabetização e a vida acadêmica.

    O que fazer:
    - identificação precoce;
    - tratamento: controle das alterações comportamentais (agitação psicomotora, agressividade, hostilidade, hiperatividade etc.);
    - treino de habilidade sociais;
    - estimulos favoráveis;
    - formação de pais, familiares, professores (e cuidadores).
    Na escola: um trabalho educacional especial para que se promova a melhor estimulação possível, considerando as limitações de cada criança, visando o desenvolvimento integral da criança e a melhora das relações sociais e a qualidade de vida de todos envolvidos.

    Autismo:  transtorno invasivo do desenvolvimento, que tem prejuízos na interação social, atraso na aquisição da linguagem e comportamentos estereotipados e repetitivos. A incidência é de, geralmente, 2 a 5 casos pra cada 10 mil crianças e é mais comum em meninos que em meninas.

    Características:
    -identificado com 2 anos e meio de idade o filho não fala, resiste aos cuidados paternos e não interage;
    -bebês: déficit no comportamento social, evitam contato visual, sem interesse na voz humana,

    indiferentes ao afeto;
    -crianças: não seguem os pais pela cas, não têm interesse em brincar com outras crianças;
    -interesse por brincadeiras esteriotipadas;
    -fascinação por luzes, sons e movimentos;
    -incomoda-se com mudanças na sua rotina diária;
    -inteligência e linguagem comprometidas.

    Na escola:
    - não tem interesse em brincar com as outras crianças;
    - não tem interesse por jogos ou brincadeiras;
    - interesse por brinquedos específicos ou parte deles;
    - atos repetitivos e esteriotipados;
    - ataques de raiva a mudança na rotina;
    - resistência em aprender novas atividades.

    O que fazer:
    - tratamento individualizado;
    - intervenções conjuntas: educação especial, aconselhamento de pais, terapia comportamental, treino de habilidades sociais, medicações para melhorar a qualidade de vida e a adaptação da criança.
    - 45% das crianças com autismo: comunicação verbal e educação direcionada.


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    Ana Maria S. Ros de Mello, no capítulo "Autismo e integração" do livro A INTEGRAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (editora memnon), fala da importância (para a sociedade) da passagem da integração social pela escola. Mas ela ressalta:

    A meu ver, colocar na mesma sala de aula grupos heterogêneos como crianças autistas com retardo mental e crianças normais não serve para a integração, por não haver como conciliar em um mesmo espaço demandas tão diferentes e específicas.
    Por outro lado, se a escola pública reservar salas de aula para deficientes e estabelecer, quando possível, a convivência durante momentos de lazer, estará não só integrando, mas também contribuindo para resolver questões tão importantes e atualmente descuidadas como o direito que uma família tem de ter seu filho atendido próximo ao local onde reside. (p. 14)

    Ou seja, para a autora é mais importante que a criança seja atendida próximo de casa, mesmo que não seja possível frequentar as aulas regularmente, mesmo que frequente alguns momentos com as outras crianças. Mas que fique claro: não é o autismo que a impede de estar em uma sala regular, mas sim a falta de estrutura da sala regular.

    A autora cita uma experiência vitoriosa de uma criança autista que começou a frequentar uma sala de aula regular homeopaticamente, ou seja, inicialmente uma vez por semana, depois duas vezes... até que passou a frequentar uma sala especial no período da manhã e a sala regular no período da tarde.

    Enfim, mais do que qualquer outra situação da educação, essa precisa ser muito bem planejada e é necessário sempre visar o bem estar da criança.






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    Bem vindo à Holanda

    por Emily Perl Knisley

    Freqüentemente me pedem para descrever a experiência de dar à luz uma criança com deficiência.


    Seria como...


    Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias PARA A ITÁLIA.


    Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelangelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.


    Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz: Bem-vindo à Holanda!


    Holanda?? Diz você. O que quer dizer com Holanda?? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu quis conhecer a Itália!


    Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.


    O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente.


    Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua. E irá encontrar pessoas que jamais imaginara.


    É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.


    Mas, todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá. E por toda a sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado.


    A dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.


    Porém, se você passar toda a vida remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda.

    vídeo-aula 11: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) - Paula

    O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um tema muito abordado atualmente, especialmente quando se fala em crianças e adolescentes, que ocorre em várias regiões diferentes do mundo. Para fazer com que estas crianças e adolescentes sejam melhor inseridas no contexto escolar é importante que a escola saiba como lidar com estes alunos.

    Não é necessário que o professor faça o diagnóstico de TDAH, mas que ele consiga identificar as principais características para que consiga lidar melhor com isso e, consequentemente, promover uma sala de aula mais adequada.




    TDAH é um transtorno comportamental e neurobiológico, de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda a vida, gerando muito sofrimento para o aluno, para a família e para o professor.



    Características (conjuntas):
    Desatenção
    Hiperatividade
    Impulsividade

    Prejuízos:
    Desempenho acadêmico
    Relacionamento interpessoal

    Desatenção
    -tem dificuldade de prestar atenção a detalhes;
    -parece que não escuta quando falam com ele;
    -é facilmente distraído com estímulos alheios;
    -tem dificuldade de organização;
    -comete erros por descuido;
    -não segue instruções;
    -não termina suas tarefas;
    -perde coisas importantes.



    Hiperatividade
    -não consegue envolver-se em atividades silenciosas;
    -está sempre a "mil por hora" / "a todo vapor";
    -agita mãos e pés ou se remexe na cadeira;
    -tem dificuldade para permanecer sentado;
    -corre exageradamente;
    -fala demais.




    Impulsividade
    -dá respostas precipitadas a perguntas não terminadas;
    -tem dificuldade de aguarda sua vez;
    -interompe ou se intromete em conversas alheias.


    Prevalência
    -Acomete 5 a 13% das crinaças em idade escolar;
    -Pode persistir na vida adulta em metade dos casos;
    -Mais comum em meninos;
    -Meninas: 10-25% dos casos de TDAH.

    Tipos de TDAH
    -predominantemente desatento: mais comum no sexo feminino; alta taxa de prejuízo acadêmico; são crianças desorganizadas, esquecidas, frequetemente distraídas, não copiam as tarefas (vivem no "mundo da lua"); nível alto de isolamento social e retraimento (inabilidades sociais: ansiedade e relutância para participar de atividades em grupo);
    -predominantemente hiperativo-impulsivo: são mais agressivos; altas taxas de rejeição pelos colegas; sofrem de "impopularidade"; são agitados, inquietos e impulsivos;
    -combinado: maior prejuízo no funcionamento global; são rejeitadas pelos colegas (agem sem pensar, são inadequadas socialmente e falham em fazer planos e prever situações).

    Muitas vezes, quem percebe é a escola e não a família.

    Na escola: sintomas + evidentes /por comparação com outras crianças


    -alteração nas habilidades linguísticas;
    -falta de noção de espaço (desenhos);
    -dificuldade de reconhecer símbolos gráficos (3-E; p-q-d-b);
    -dificuldade para ficarem sentadas e prestarem atenção;
    -pouca cordenação motora -> desajeitadas;
    -tendência de estar sempre em movimento;
    -dificuldade em terminar tarefas.







    Diagnóstico:
    -clínico: avaliação com pais, criança e escola;
    -prejuízo em dois ou mais contextos;
    -baseado nos critérios operacionais do DSM-IV ou CID-10 (diretrizes para diagnósticos).

    Etiologia (causas) - multifatorial:
    -fatores genéticos;
    -fatores biológicos/ físicos;
    -fatores psicossociais.

    Consequências:
    -baixo rendimento escolar;
    -a criança não consegue acompanhar a turma;
    -perda de autoestima;
    -tristeza e falta de motivação;
    -dificuldades de relacionamento;
    -predisposição a episódios depressivos graves;
    -abuso de álcool e drogas;
    -adultos inseguros, com poucas habilidades sociais.


    Quando os sintomas acontecem em um contexto específico (TDAH situacional), a criança não é diagnosticada com TDAH. Na verdade, é preciso investigar o que há de errado no contexto.



    Tratamento (multidisciplinar, específico para cada caso):
    -medicações;
    -psicoterapia;
    -envolvimento da família e da escola.




    As características do TDAH não se restringem a apenas um ambiente. Então, o tratamento deve levar em consideração os ambientes que a criança frequenta.

    Possibilidades de intervenção na escola
    Educação
    -informar pais, professores e criança.
    Objetivos
    -ajudar a criança, a família e os professores a compreender os sintomas e os prejuízos do TDAH;
    -desfazer rótulos prévios ("preguiçoso", ...) -  a criança vive os rótulos;
    -melhorar a autoestima das crianças;
    -pais precisam aprender melhores estratégias para lidar com o TDAH.

    Sala de aula: planejamento e cronogramas
    -crianças com TDAH têm dificuldades para planejar atividades futuras;
    -calendário diário/ semanal/ mensal de atividades (lição de casa, aulas extras, passeios, educação física,...).


    Reconhecimento/ elogios (diferente de chantagem)
    - intervenção comportamental baseada em contigências: premiar respostas e atitudes adequadas reforçadores para o comportamento esperado;
    -ajuda também na impulsividade;
    -discutir com (envolver) os pais.