vídeo-aula 20: Bullying - Paula Fernandes

Entre os vários desafios já existentes na escola, o bullying - termo sem tradução exata para o português - é mais um destes desafios. É uma situação que vem crescendo nos dias de hoje e é caracterizado por atos agressivos, verbais ou físicos. Esta aula mostra que o papel da escola começa com trabalhos de conscientização e de reconhecimento dos atores e vítimas do bullying para consequentemente criar uma cultura de paz e de respeito às diferenças individuais.


O Bullying é um fenômeno muito comum nos dias de hoje. Representa um comportamento agressivo entre estudantes: atos de agressão física, verbal ou moral que ocorrem repetidas vezes, sem motivação evidente e realizada por vários estudantes contra um (relação desigual de poder).

ver Vídeo-aula 28: Bullying - Kátia Pupo

Na escola, acontece tanto dentro da sala de aula como fora dela.

É um fenômeno comum no mundo todo.

50% das crianças em idade escolar já forma vítimas de bullying.
10% são vítimas regulares de bullying.



É mais comum entre meninos: é caracterizado por intimidações físicas, ameaças e atos mais violentos.
Entre meninas, é um pouco mais raro: é caracterizado por agressões verbais, atos de exclusão e difamação.

Os agressores: geralmente são estudantes de comportamento hostis que se consideram superiores e que acreditam na impunidade de seus atos dentro da escola (o que reforça o comportamentos desses estudantes).

Prováveis causas: muitas vezes eles vêm de famílias desestruturadas, pais agressivos, violentos e opressores (padrão recorrente). Geralmente, os agressores já foram alvos de bullying.

Podem haver algumas comorbidades: transtornos de conduta, TDAH (por exemplo).

Possíveis alvos: alunos tímidos, quietos, inseguros,  com poucas habilidades sociais, poucos amigos, sem capacidade para reagir aos atos de agressividade. Fisicamente, são mais frágeis, fracos e menores e/ou são alunos novos (vindos de outras escolas) e/ou de religiões ou raças diferentes dos agressores (minorias).

As testemunhas acabam sendo alvos indiretos: os que presenciam as agressões têm medo de se tornarem as próximas vítimas.
O ambiente escolar torna-se hostil: os alunos vivem com insegurança e medo.

Os alunos que são vítimas geralmente não procuram ajuda pois acreditam na impunidade de seus agressores e têm medo de que a situação piore.
As pessoas que presenciam, em muitos casos, minimizam o problema e não tomam atitudes.

Cyberbulling (na rede mundial de computadores): são expostos textos, imagens e vídeos das vítimas ou são criadas comunidades virtuais para difamar e ofender a vítima. Geralmente acompanha o bullying real.

Sofrimento gerado: social, emocional, prejuízo acadêmico (queda do rendimento escolar).

Principais conseqências: baixa autoestima, queda de rendimento escolar, resistência para ir às escola, troca frequente de escola, abandono dos estudos, episódios depressivos, pânico, fobia escolar etc.

Ferramentas de bullying: apelidar, ameaçar, agredir, hostilizar, ofender, humilhar, discriminar, excluir, isolar, intimidar, perseguir, assediar, furtar, quebrar objetos pessoais etc.

O que fazer:
identificar precocemente;
informação e conscientização;
casos mais graves: encaminhamento médico e/ou psicólogo;
programas anti-bullying: orientação a pais, alunos e professores e medidas de controle de comportamento;
tornar o ambiente agradável, seguro e acolhedor.

Professores:
estimular informaçãoe conhecimento;
debates;
comitês anti-bullying;
intolerância ao bullying;
estimular denúncias;
auxílio a todos envolvidos;
encaminhamento de casos mais graves.

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