A sexualidade existe desde o nascimento e passa por etapas.Na adolescência, as mudanças corporais levam a mudanças psicológicas, visando a busca de uma nova identidade para o corpo em transformação. Existem três fases do desenvolvimento da sexualidade no adolescente: uma fase inicial de autoerotismo, a segunda fase de comportamento narcísico com relações casuais e superficiais e a terceira fase com evolução de maior capacidade de envolvimento emocional e afetiva, como mostra a Prof. Marici Braz.
O assunto sexualidade geralmente é abordado dentro de muitos preconceitos, tabus e dentro de muito pudor o que cria grande dificuldade.
Segundo a professora, é importante abordar esse tema é prova disso seria a Taxa de gravidez na adolescência (10 a 19 anos):
21% (dos casos de gravidez) Região Sudeste - ano de 2004
28,9% (dos casos de gravidez) Região Nordeste - ano de 2004
E a proporção de abortos em relação ao total em todas as faixas: 19,4% (Brasil)
Para trabalhar a sexualidade em sala de aula, é preciso ter claro que sexualidade existe desde o nascimento. Doferentes zonas corporais proporcionam gratificações de prazer em diferentes etapas:
- Primeiros anos de vida: fase oral;
- 18 meses a 4 anos: fase anal;
- 3 a 5 anos: fase genital infantil;
- 6 anos até a puberdade: fase de latência;
- A partir da adolescência: fase genital adulta.
A puberdade é um fenômeno biológico (ver vídeo-aula 7).
A adolescência é uma fase social: identidade individual e busca da autonomia. Perda do corpo infantil, dos pais da infância e do papel infantil. A questão presente nessa fase é: eu sou normal? A família deixa de ser o centro. O grupo de amigos passa a ser mais importante. O maior conflito é o desejo de independência e a real dependência material da família.
A professora estabelece a seguinte definição de práticas sexuais comuns na adolescência:
- masturbação: elemento integrante da sexualidade - somente a incapacidade de masturbação e a compulsão são preocupantes (a professora cita apenas a masturbação individual);
- o "ficar" / namorar (obs.: a professora não cita a prática atual de "sair e beijar muitos" - ir para guerra - que é diferente do ficar);
- ato sexual (obs.: não há aqui uma diferenciação entre os formatos do ato sexual: oral, vaginal, anal...);
- relação sexual forçada (obs.: o item parece destoar dos anteriores, pois parece encaixar-se melhor em formas de violência do que em práticas sexuais).
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Obs.: A Professora inclui a homossexualidade - chamada por ela de homossexualismo - como uma prática sexual diferenciada. Mas entendemos que a homossexualidade está presente no ficar, namorar e no ato sexual, propriamente dito, assim como a hetrossexualidade. Aqui, não cabe essa diferenciação já que estamos falando de práticas sexuais e não de orientação sexual.
O professor, para se tornar um educador sexual, deve trabalhar interiormente as questões sexuais, livrando-se de preconceitos, superando os tabus e informando-se sempre, para ser um bom orientador e formador de valores. (ARCARI, Caroline )_______________________________________________________
Segundo a professora, a forma como é encarada a virgindade é diferente entre meninos e meninas. A professora afirma que meninos têm relação sexual mais cedo que meninas e que a virgindade é valorizada em nossa sociedade. Mas a professora não faz apontamento em relação a que faixa social/ econômica está referindo-se.
A professora afirma que a diversidade sexual é um tema difícil de ser discutido e apresenta dados de 1998 de um estudo francês (?)... parece-nos inadequado utilizar dados tão ultrapassados e que não têm referência com a cultura brasileira.
Quanto à relação sexual forçada, a professora afirma que não limita-se ao ato sexual e é mais abrangente que a violência sexual.
A discussão sobre sexualidade na escola é fundamental para garantir ao adolescente a passagem para a vida adulta de forma segura e sadia e tendo garantido o desenvolvimento de sua afetividade.
E aqui, fazemos um adendo sobre a importância da discussão sobre sexualidade na escola:
Possibilitar o entendimento da Educação Sexual como processo contínuo, informativo e formativo, agregando conhecimento aos valores morais;
Favorecer o processo de aprendizagem das questões sexuais como parte do conhecimento geral, livre de temores, angústias ou sentimentos de culpa;
Possibilitar o desenvolvimento de papéis sexuais, baseado nos direitos humanos, relações de respeito e igualdade entre as pessoas, superando toda a discriminação de gênero.
Valorizar o processo afetivo das relações sociais e as implicações éticas e morais de toda informação referente à sexualidade;
Favorecer o conhecimento e respeito ao corpo como elemento da saúde integral;
Propiciar a comunicação com a família, enfatizando o dever da escola
(Fonte: http://www.edusex.com.br/artigos/artigo20.html)

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