Atualmente, o uso de drogas lícitas e ilícitas está aumentando em nossa sociedade, e infelizmente, em idades cada vez mais precoces. E muitas vezes, o início desta experiência tem seu início no ambiente escolar. A Dra. Renata Azevedo fala sobre este tema, enfatizando os motivos que levam a criança e o adolescente a entrarem neste mundo. Com isso, a escola pode promover estratégias de prevenção e discussão deste assunto para minimizar os riscos.
Quando fala-se de drogas, geralmente lembra-se de drogas pesadas e não de outras substâncias que também têm efeito em nossa psiquê.
Conceito de drogas: tendência de associar o terma a drogas ilícitas.
A vídeo-aula falará de todas as substâncias que agem no sistema nervoso central e produzem alterações de sentimento, de sensações e que são percebidas como prazerosas e por isso tão procuradas (psicoativas): álcool, tabaco, medicamentos...
Essas drogas são muito diferentes em diversos aspectos:
1. algumas são lícitas (mesmo que com limitações) e outras ilícitas;
2. forma de ação no cérebro.
O padrão de uso do adolescente é anárquico (ainda não dependendte): mistura de substâncias em um único episódio de uso. Aumento do risco de um potencial dado de uma substância quando está associada outras (susbstâncias de mesma classe = efeitos potencializados / de classes diferentes = desorganização no funcionamento cerebral).
Informações de estudos da última década: o uso problemático e a dependência de drogas possuem componentes
ambientais,
sociais,
genéticos,
neurobiológicos.
Esses componentes, que dizem respeito ao tipo de prazer, dificuldade de controle quando há oferta e a dificuldade de dissociação, fazem com que cada vez mais compreendamos a dependência como um fenômeno de vários fatores que precisam ser contemplados em uma abordagem. Os fatores biológicos distanciam-se do moralismo.
A ampliação do uso de drogas exige uma reflexão. Por que será que nossa sociedade de consumo (lógica do prazer imediato) sedimenta essa cultura de que diversão é alteração?
As drogas têm sido experimentadas cada vez mais precoemente (média de experimentação tem caído no mundo todo- 11,5 anos idade média de experimentação de substâncias psicoativas atualmente no Brasil). O risco de que o uso seja mais danoso é maior em uma criança ou adolescente do que em um adulto.
As consequências individuais e coletivas do uso de drogas são muito importantes:
individuais - problemas de relacionamento, desempenho escolar, dificuldade de manutenção de atividades e da rotina, problemas familiares e ocupacionais, acidentes de trânsito, doenças relacionadas etc.
e coletivas.
Por que será que as pessoas continuam usando drogas apesar de todos os riscos?
idade - curiosidade (é importante que a curiosidade seja satisfeita por pessoas próximas e de confiança, que lhe forneçam informações sérias e seguras e verdadeiras sobre o uso de drogas, de forma tranquila, dentro do cotidiano, em uma conversa cotidiana. A cada oportunidade que o assunto surgir, falar a respeito para que o adolescente torne-se informado e seja capaz de decidir quando estiver diante de drogas)
Ter informações sobre drogas não é suficiente para impedir o uso, mas não ter imformações aumenta a possibilidade de uso.
É importante que haja coerência de pais, responsáveis e professores acom relação ao padrão de consumo e ao padrão de uso de drogas.
Crianças e adolescentes, que crescem em famílias em que se divertir é se alterar, introjetam essa lógica e a reproduzem e têm menos percepção dos riscos associados.
O ideal é oferecer informações e modelos de qualidade para que o assunto possa ser discutido.
Quando tudo isso é feito e mesmo assim o uso acontece, é necessário que haja uma avalição de sua gravidade (uma experimentação, não é um evento de alta gravidade, mas é um alerta) se é um padrão que se repete, se já há prejuízo... se detectado no início, é bem provável que não passe de uma experiência de adolescente e não evolua para uma dependência.
Intervenções secundárias: evitar que o problema se instale e evolua para uma dependência. A detecção envolve, a frequência de uso e problemas associados (conversa direta e, se necessário, ajuda profissional).
Se a dependência estiver instalada: abordagem de psicoterapia (cognitivo-comportamental - autoavaliação de uso) e medicação associada (abstinência e comorbidades).
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